Gratidões de Arthur Coutinho Gonçalves Bomfim

 

Atividades presenciais com as cordas de sisal (pré-pandemia):

10/03/2020

Agradeço a corda de sisal pelo fato de ter me conectado e me deixado próxima de muitas vidas, o que gerou em mim um sentimento de amor e confiança pelo próximo.

12/03/2020

Agradeço a corda de sisal pelo fato de ter me apresentado a novas pessoas, de diferentes idades e origens, que gerou em mim um sentimento de mais entendimento e empatia pelos amigos que estavam compartilhando a corda comigo.

 

Filme O Ponto de Mutação:

Eu agradeço por ter assistido ao filme “O Ponto de Mutação”, principalmente, pelo fato de ele ter mexido com a minha percepção de mundo, por ter me apresentado a novos paradigmas e visões de mundo mais “holísticos” e por ter gerado em mim uma vontade muito grande de cuidar do que eu como, da forma como eu me alimento e nutro meu corpo, minha casa, meu organismo, e por ter gerado em mim um sentimento de inclusão no mundo, de fazer parte do Universo, de um Todo, de algo muito além da minha vivência. Esse filme me deu esperanças, me alertou para um futuro que pode ser muito melhor, mais bonito e cheio amor. Diante das experiência que eu venho tendo com Biochip, eu me sinto muito mais voltado, hoje, para o vegetarianismo e penso muito em adotar uma dieta vegetariana aos poucos.

“O que uma lagosta tece lá em baixo com seus pés dourados? Respondo que o oceano sabe. Por quem a medusa espera em sua veste transparente? Está esperando pelo tempo, como tu. Quem as algas apertam em teus braços?, perguntas mais firme que uma hora e um mar certos? Eu sei perguntas sobre a presa branca do narval e eu respondo contando como o unicórnio do mar, arpado, morre. Perguntas sobre as plumas do rei-pescador que vibram nas puras primaveras dos mares do sul. Quero te contar que o oceano sabe isto: que a vida, em seus estojos de joias, é infinita como a areia incontável, pura; e o tempo, entre uvas cor de sangue tornou a pedra lisa encheu a água-viva de luz, desfez o seu nó, soltou seus fios musicais de uma cornucópia feita de infinita madrepérola. Sou só uma rede vazia diante dos olhos humanos na escuridão e de dedos habituados à longitude do tímido globo de uma laranja. Caminho como tu, investigando as estrelas sem fim e em minha rede, durante a noite, acordo nu. A única coisa capturada é um peixe dentro do vento.” – Pablo Neruda.

 

Suco de Luz do Sol:

Eu agradeço ao suco de luz do Sol pelo fato de ter me alimentado com energias maravilhosas, o que gerou em mim forças, paz, amor e luz em um momento tão difícil de isolamento social e por ter me dado amor em meio a frieza dos corações das pessoas que vivem comigo.


 

Desenho de Investigação com CENOURA:

Eu agradeço às cenouras pelo fato de terem me proporcionado experimentar os diferentes sabores que podem apresentar pelos cortes mais variados. Isso gerou em mim um sentimento de surpresa e novos conhecimentos para a forma como eu vou me alimentar daqui para frente.

Eu estou achando surpreendente o que a gente pode ser capaz de fazer com a comida e, também, sobre como mudar o que a gente come pode alterar a nossa vida e até a nossa realidade inteira. O contato com a natureza, com a terra, é uma volta às origens e aos cuidados da natureza pela gente.

Aproveitei e fiz uma carinha com as cenouras, uma banana cortada e um pouquinho de granola.

 

A árvore do Conhecimento, Humberto Maturana:

Eu agradeço a Maturana pelo fato de ter compartilhado seus conhecimentos no campo da biologia e para além dela, o que gerou em mim a possibilidade de enxergar a natureza em sintonia com o universo e por permitir expandir o meu olhar, por promover um olhar sistêmico sobre a humanidade, a natureza. Observar a vida interligada, comunicativa, afetuosa é essencial para a identidade de qualquer ser vivo na Terra.

 

Desenho de investigação com a FERMENTAÇÃO:

Eu agradeço ao queijo feito de grão de bico, aos repolhos roxo e branco e à cenoura, fermentados, pelo fato de eu ter a possibilidade de provar uma comida mais natural e mais próxima da terra, o que gerou em mim a possibilidade de experimentar uma comida mias saudável que, por ser como é, não vai me gerar dor.

Desde bem pequeno, toda vez que comia feijão, seja o preto, branco e outros tipo, sentia dor. Com o passar do tempo, descobri que sentia dor porque tinha alergia ao feijão. Depois, fui descobrindo que não tinha alergia apenas a feijões como todo tipo de leguminosa que ia experimentando, comendo. Quando provei o queijo feito de grão de bico... não senti dor! Foi incrível poder voltar a comer um tipo de leguminosa, algo que passava tanto tempo sem experimentar. Gratidão por isso, mesmo!!

Espero poder aprender ainda mais novas formas de me alimentar para não sentir dor depois de comer um alimento da terra. Obrigado.




 

Desenho de Investigação com AIPIM:

Eu agradeço o aipim pelo fato de ter permitido que eu produzisse uma farinha o que gerou em mim uma satisfação e um relaxamento muito especiais.

Tirei o excesso de água e coloquei ao sol para a próxima aula!





Eu agradeço ao aipim, à lentilha, ao pimentão, ao coentro e à cebola roxa pelo fato de terem permitido que eu preparasse um bolinho muito gostoso o que gerou em mim a possibilidade de que cada um desses alimentos vivos habitem aqui dentro de mim, me dando mais vitalidade, saúde e amor.

Como eu tô sem uma peneira, não pude deixar a farinha mais fininha e a massa do bolinho não deu muita liga, mas ficou muito, muito gostoso!

Um dia, eu contei para você, Ana, sobre a alergia que eu sempre tive a leguminosas, como a lentilha, sempre senti dor ao come-las. Quando eu as como germinadas somente, ainda sinto um pouco de dor no início, mas é mais leve e logo passa... É legal sentir esses sinais do próprio corpo, as diferenças que a preparação da comida produz.

Tenha um bom domingo e um feliz dia das mães, professora! 

Luz a você e a todos nós.


 

Desenho de Investigação com frutas cítricas:

Eu agradeço aos morangos, ao mamão, às uvas, à tangerina e à ameixa pelo fato de terem despertado a minha criatividade e por terem permitido que eu fizesse eu desenho tão bonito e especial em um momento de tristeza, isso gerou em mim um sentimento de completude, paz, amor, solitude, gratidão.

Olha como ficou lindo!


 

Redesenho da Canjica para as Festas Juninas:

Eu agradeço às bananas d’água, ao amendoim germinado, à canela em pó, ao coco (ralado), ao gengibre e ao fogo pelo fato de terem me ajudado a criar uma canjica muito gostosa, o que gerou em mim saciedade e felicidade por compartilhar esse momento ao vivo, pelo zoom, com meus amigos da turma de Biochip. Agradeço especialmente ao gengibre, que deixou minha canjica ardida, e fez bem para a minha garganta. Nesse dia, muitos amigos fizeram a receita juntos e ao vivo, foi muito maravilhoso pode compartilhar esse momento, todos juntos! (Provei com a água de coco, um soro maravilhoso também <3)

Foi muito bom e legal, de verdade.

O passo a passo da minha canjiquinha:




Viva São João!

 

Atividade G2 – Apresentação, gratidão e partilha da minha torta de legumes:

Festa de 07/07/2020:

Eu agradeço ao amendoim e à castanha-do-pará germinados, às uvas passas brancas, à cenoura, à abobrinha, às maçãs, às cebolinhas, ao aipo, ao pimentão vermelho, ao azeite, ao tempero curry, ao caldo de limão e a todos os utensílios que eu utilizei pelo fato de terem me ajudado a preparar essa torta, o que gerou em mim muito amor. Agradeço à Gabi e à sua casa, onde eu preparei essa receita, e ao meu namorado Maciel por ter provado a torta junto comigo. Foi uma experiência muito interessante e luminosa fazer a comida viva habitar dentro de mim e de quem eu amo. Gratidão!

Minha gratidão pelo curso, pela professora, pela vida!

“O que você come determina o que você é!”

Eu cresci em Santa Cruz da Serra, um bairro do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, quase próximo à serra. Aqui na periferia distante, o acesso à dignidade e aos direitos, como a educação e a saúde, são raros e até bem disputados. Há algum tempo, eu estava me afastando dessa realidade por meio dos estudos e de todas as oportunidades que estavam aparecendo em minha vida graças a chance que a PUC me deu.

A pandemia apareceu em meio a um clima de volta às aulas na universidade e surpreendeu a todos nós. O que eu logo pensei foi sobre o “azar” que teria sido estudar Biochip, uma disciplina recomendada pela minha amiga Hannah Perelló, e conhecer a professora Ana Branco nessa época. A pandemia também me fez regredir a uma realidade muito pequeno e cheia de desafios, como me manter em um estágio e assistir aulas com uma conexão de internet ruim. Passei a conviver com a realidade difícil dos vizinhos, a violência, a falta de perspectivas e luz.

E, nos momentos em que eu mais precisava de alento, eu tive as aulas de Biochip com a Ana para me salvar. Quando me sentia triste, o suco de luz do sol me reanimava. De fato, vivemos momentos difíceis, mas pude compartilhar momentos muito significativos com você, Ana, com meus colegas e amigos. Fiquei feliz por conhecer as casas e as famílias dos colegas, ao ver amigos de Minas e de países e culturas diferentes se esforçando para entender os ensinamentos e compartilhar pensamentos e descobertas. Romper com a visão conflituosa sobre como nos alimentamos foi uma prática que me ajudou a sobreviver nesses tempos difíceis e é isso que me faz agradecer neste momento.

Ouvi dizer que, quando expressamos nossa gratidão, o Universo vibra junto com a gente e faz com que momentos agradecidos voltem a acontecer ao longo de nossa vida. Eu agradeço pelas aulas, pelos ensinamentos, pelo suco de luz do sol, pelos queijos, pelas sementes germinadas, pela terra, pela canjica, pelas mandalas lindas, pelas cores da terra, pela luz do conhecimento e pela vida! Afinal, como você, Ana, mesmo disse um dia: “A vida quer viver, Arthur! ”. Jamais me esquecerei dessa frase, ela veio em um momento de tristeza e me deixou repleto de esperança.

Obrigado a todos. Abraços a todos!

Muita gratidão.



Imagem da hortinha na laje do meu avô em Santa Cruz da Serra, Duque de Caxias - RJ